É claro que o título é uma brincadeira, mas a relação existe através da cultura do “faça-você-mesmo”. O tecnobrega é um estilo musical que vive na marginalidade, e seus personagens se assumem assim, como marginais, falando abertamente sobre a pirataria e seu benefício para a divulgação do trabalho que realizam, declarando apoio ao mercado paralelo. Algo parecido acontece com o Funk carioca, como Vilson fez lembrar, galera que mesmo sem apoio nenhum e muitas vezes com equipamentos precários, faz a festa acontecer.
Não conheço bem essas cenas, mas me identifico com a maneira de fazer as coisas. Melhor do que ter alguém fazendo por você, é fazer você mesmo.
Trailer do documentário Brega S/A
“A pirataria divulga o meu produto, sem me cobrar nada”. É fato. Quantas pessoas eu conheço que fazem seus downloads, gostam do que ouvem, divulgam para seus amigos, e um dia todos vão ao concerto dessa banda, então a garotada ganha o salário do estágio no começo do mês e a primeira coisa que faz é ir na Rock Total ver qual é o álbum da sua banda favorita que vai comprar. Veja bem, como o amigo Oriel disse uma vez, “não posso ter todos os álbuns físicos das bandas que gosto, mas posso ter quase todos os álbuns no meu disco rígido”.
Aqui vai o link para o download do filme Brega S/A.
