Aea, hoje chegou meu smart card para o game boy. Faz uns três meses que espero ele, tristeza virou alegria!

GBC e LSDJ

Fiz uma gravação dessa primeira vez usando ele, pega aí. É quase uma tortura, mas consegui tirar uns sons legais dele. Estou com a última versão do LSDJ, vez ou outra ele me manda um “Don’t Panic!”. Tudo bem, não fico triste, principalmente com uma mensagem dessas.

Tenho uma compilação de links relacionados com a composição musical usando o game boy no wiki. Comprei o cartucho no consolegoods, veio da Inglaterra. Infelizmente a primeira tentativa de comprar ele na loja kitsch-bent não deu certo, não por culpa dele, foi sempre gente fina nos papos por e-mail. Tenho que agradecer a alfandega portuguesa por interceptar tudo que vem dos EUA e não me enviar uma carta avisando hehe.

Smart card

Fiz a gravação com a ajuda do Jack roteando para o Audacity, valheu!

alguns sons que conheci esse ano:

Atari Teenage Riot, os doidos que tocam o que chamam de digital hardcore, com uma boa pegada política nas letras.

The Octopus Project, minha última descoberta, a música Truck do álbum Hello, Avalanche é a minha preferida.

Bit Shifter, faz música com video games, esteve esse ano no Brasil, e eu não estava lá para ver.

Philip Glass, a coleção de discos Einstein on the Beach, música clássica moderna minimalista.

Horse the Band, a minha preferida do ano, engraçados, energético, hardcore com sons de vídeo game.

I Shot The Duck Hunt Dog, mais uma mistura de gritos, vídeo games e guitarras duras.

Bear vs. Shark, banda foda que toca um post hardcore que embala meus dias de trabalho.

Cutting Pink With Knives, com uma mistura de gritos, repetições e batidas muito crazy.

Ahleuchatistas, uma banda de math rock que até hoje não sei como pronunciar o nome.

Battles, math rock novaiorquino doido, com a mesma pegada jazz do Ahleuchatistas.

Nothing Gold can Stay, Hardcore fudido, true love, voltou a tona na minha playlist.

Holy Fuck, uma mistura entre rock e eletrônico sem igual.

Lightning Bolt, Punk Ácido, barulhento, flertando o caos.

Nesse último final de semana esteve rolando o AZLabs hackmeeting, com os labs LCD, xDA e AltLab, um momento para intensificar o desenvolvimento dos projetos da malta dos laboratórios e criar um ambiente de troca de conhecimentos.

Sentia já a algum tempo falta desse tipo de momento. Lá em Joinville a rapaziada do MuSA juntaa-se as vezes no que costumamos chamar de projetos de final de semana para montar suas coisas e trocar idéias.

Curti testar alguns sensores flexíveis com Pedro Rito e hackear o robosito do VitorLS adicionando a interface de comunicação usando Xbee. Durante o período da tarde rolou uma oficina de Stencil onde cada um cortou seu molde e aplicou em camisetas e na parede do espaço. Domingo, rolaram umas flash talks, e falei um pouquinho do MuSA para o pessoal daqui.

Divertido, é isso. Conhecer pessoas, trocar idéias, criar coisas.

Fotos no flickr.

Tshirt colaborativa, resultado da oficina

Camiseta coletiva

Era madrugada quando estavamos lendo algumas coisas no artnotart.com e encontramos o texto A Child’s History of Fluxus escrito por Dick Higgins. Esse texto fez muito sentido para nós, principalmente os primeiros parágrafos, que são escritos como se estivessem falando da nossa história. Escrevemos então uma pequena adaptação, Vilson fez a arte, e ele foi distribuído durante o Atelier de Hardware Livre no Solisc.

O texto em pdf.

MuSA, uma pequena história inacabada

A muito, muito tempo atrás, quando o mundo era uma criança - é isso, algo por volta de Novembro de 2008 - vários hackers, makers, estudantes de computação e outra pessoas que queriam fazer coisas bonitas começaram a olhar o mundo ao seu redor de uma nova maneira (para el@s).

El@s diziam - “Hey! - copinhos de café podem ser mais bonitos do que uma grande escultura. Programar para fazer música pode ser mais divertido do que programar um sistema de gestão. Metareciclar “lixo” eletrônico pode ser mais interessante do que jogá-lo fora.”.

E, quando eles viram isso, isso fez suas mentes ligarem. E eles começaram a fazer perguntas. Uma delas era: “Porque é que tudo que eu vejo que é bonito, como copos de café, “lixo” eletrônico, linguagens de programação, tem que ser utilizado ou feito apenas com o objetivo para os quais eles foram criados? Porque não posso usar copinhos de plástico como um mini amplificador? Por que não posso usar “lixo” eletrônico para criar uma instalação musical?

Quando eles faziam perguntas como essas, eles estavam inventando o MuSA, mas isso eles ainda não sabiam, porque MuSA era tipo um bebe que a Mãe e o Pai não sabiam como chamar, eles sabiam que aquilo estava lá, mas não tinha um nome.

Essas pessoas estavam espalhadas por todos os lados, fazendo suas coisas em seus cantos. Aos poucos elas foram conhecendo melhor umas às outras. El@s falavam diferentes linguagens e tinham nomes diferentes para o que estavam fazendo, mesmo quando el@s estavam fazendo a mesma coisa. Isso estava tudo misturado.

Uma dessas pessoas teve uma idéia, era colocar todas as pessoas juntas em um espaço onde el@s pudessem fazer o mesmo tipo de coisa. Isso precisava de um nome. Bom, inicialmente el@s escolheram um nome que identificasse o lugar e a forma del@s fazerem as coisas. Era Udesc Physical Computing. Mas havia um problema. Durante os primeiros dias isso pareceu uma boa ideia, mas com o tempo viram que o nome não expressava realmente o que queriam. O nome precisa ser forte, ter um sentido maior. Foi quando uma dessas pessoas disse para as outras “Musa, as entidades mitológicas a que são atribuidas capacidade de inspirar a criação artística ou científica”. Mas peraí, ainda falta alguma coisa, el@s pensaram. Precisamos atribuir um significado às letras do nome. Foi quando outro del@s disse “Multimídia, Sistemas e Arte”. E tod@s sentiram-se bem em estarem em baixo desse mesmo guarda-chuva.

Para fazer o MuSA ser conhecido, eles decidiram manter um meio de comunicação, um lugar onde podem colocar suas ideias e mostrar o seu jeito de fazer as coisas. Estava criado o musa.cc, endereço (su)virtual dessas pessoas, o ponto de encontro entre hackers, makers e cientistas de garagem.

El@s foram fazendo coisas juntos e foram aprendendo coisas novas uns com os outros. El@s foram utilizando de forma criativa a tecnologia, desmistificando o seu uso alienado e tentando quebrando a barreira do consumismo passivo.

O MuSA agora se tornava um organismo, algo que não pode mais ser descrito olhando-se seus membros de forma isolada. O MuSA são tod@s el@s, junt@s. Em muito pouco tempo o MuSA cresceu forte, estava começando a fazer coisas em outros lugares, aprendendo e ensinando com outros organismos. Esse era o processo natural das coisas, o organismo MuSA começava a se conectar com outros organismos, formando uma rede maior, de organismos que fazem coisas parecidas, de uma forma parecida.

Ainda existe muitas coisas bonitas a serem feitas a partir de agora, vamos fazendo elas juntos.

Este texto não foi baseado em: http://www.artnotart.com/fluxus/dhiggins-childshistory.html

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